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Traduções [20]

Sabá (Uposatha)

Aṅguttara Nikāya 3

7. O Grande Capítulo

70. Sabá (Uposatha)

Assim ouvi.

Em certa ocasião o Buda estava perto de Savatthi, no mosteiro oriental, no Palácio da Mãe de Migāra.

Então, Visākhā, a mãe de Migāra, foi até o Buda e, depois de cumprimentá-lo, se sentou a um lado. E o Buda disse a ela:

“Visākhā, de onde você vem assim, no meio do dia?

“Senhor, hoje eu observo o sabá.”

“Visākhā, há estes três sabás.

Quais três?

O sabá dos vaqueiros, o sabá dos jainistas, e o sabá dos puros e nobres.

E o que é o sabá dos vaqueiros?

É quando um vaqueiro, que no fim do dia, traz as vacas de volta para seus donos. Eles refletem:

'Hoje as vacas pastaram neste de naquele local, elas mataram sua sede neste de naquele local.

Amanhã as vacas pastarão neste de naquele local, elas matarão sua sede neste de naquele local.”

Da mesma forma, alguém que observa o sabá reflete:

'Hoje eu comi isso e aquilo, e esta e aquela foram as minhas refeições.

Amanhã eu comerei isto e aquilo, e esta e aquela serão as minhas refeições.”

E então eles passam o dia com a mente tomada pela cobiça.

Assim é o sabá dos vaqueiros.

Quando o sabá dos vaqueiros é observado desta forma, ele não rende muitos frutos, nem tampouco é muito benéfico, esplêndido ou abundante.

E o que é o sabá dos jainistas?

Aqui, Visākhā, há este tipo de contemplativos chamados de jainistas.

Eles encorajam seus discípulos e seguidores:

'Por favor, pessoas de bem, não machuquem nenhum ser vivo que se encontre para além de cém léguas para o leste.

Não machuquem nenhum ser vivo que se encontrem para além de cém léguas para o oeste.

Não machuquem nenhum ser vivo que se encontre para além de cém léguas para o norte.

Não machuquem nenhum ser vivo que encontre para além de cém léguas para o sul.”

E assim eles encorajam bondade e compaixão para apenas algumas criaturas e não para outras.

No sabá eles encorajam seus discípulos:

'Pessoas de bem, por favor abram mão de suas vestes e digam:

'Eu não pertenço a ninguém e nenhum lugar! E nada ou nenhum lugar me pertence!'

Mas a mãe e pai daqueles discípulos ainda sabem,

“Este é um filho meu.”

E eles sabem,

“Estes são minha mãe e meu pai.”

O parceiro e o filho ainda sabem,

'Este é quem nos sustenta.'

E eles sabem,

'Este é meu parceiro e filho.'

Serviçais, trabalhadores, e empregados ainda sabem:

'Este é nosso patrão.'

E eles sabem,

'Estes são meus serviçais, trabalhadores e empregados.'

Então, quando eles deveriam ser encorajados a dizer a verdade, os contemplativos jainistas os encorajam a mentir.

Isto, eu digo, é o mesmo que mentir.

Com o fim da noite, eles voltam a usufruir de suas posses, muito embora elas não foram devolvidas a eles.

Isto, eu digo, é o mesmo que roubar.

Assim é o sabá dos jainistas.

Quando o sabá dos jainistas é observado desta forma, ele não rende muitos frutos, nem tampouco é muito benéfico, esplêndido ou abundante.

E o que é o sabá dos puros e nobres?

Uma mente corrompida é purificada através do esforço.

E como é que uma mente corrompida é purificada através do esforço?

É como quando um discípulo reflete sobre o Tathāgata:

‘Esse Buda é perfeito, perfeitamente iluminado, consumado no verdadeiro conhecimento e conduta, bem-aventurado, conhecedor dos mundos, um líder insuperável de pessoas preparadas para serem treinadas, mestre de devas e humanos, desperto, sublime.'

E conforme ele reflete sobre o Tathāgata, a sua mente se torna clara, a alegria surge, e as corrupções mentais são abandonadas. Da mesma forma que a cabeça quando suja é limpa através do esforço.

E como é que a cabeça quando suja é limpa através do esforço?

Com uma pasta de limpeza, argila e água, e aplicando o esforço apropriado.

Da mesma forma, uma mente corrompida é purificada através do esforço.

E como é que uma mente corrompida é purificada através do esforço?

É como quando um discípulo reflete sobre o Tathāgata:

‘Esse Buda é perfeito, perfeitamente iluminado, consumado no verdadeiro conhecimento e conduta, bem-aventurado, conhecedor dos mundos, um líder insuperável de pessoas preparadas para serem treinadas, mestre de devas e humanos, desperto, sublime.'

E conforme ele reflete sobre o Tathāgata, a sua mente se torna clara, a alegria surge, e as contaminações são abandonadas.

Visākhā, a isto se chama:

'Um nobre discípulo que observa o sabá de Brahmā, vivendo com Brahmā. E por pensar em Brahmā a sua mente se torna clara, a alegria surge, e as contaminações da mente são abandonadas.'

É assim que uma mente corrompida é purificada através do esforço.

Uma mente corrompida é purificada através do esforço.

E como é que uma mente corrompida é purificada através do esforço?

É como quando um discípulo reflete sobre o ensinamento:

'O ensinamento foi bem explicado pelo Buda — é visível no aqui e agora, com efeito imediato, que convida ao exame, que conduz para adiante, para ser experimentado pelos sábios por eles mesmos.'

E conforme ele reflete no ensinamento, a sua mente se torna clara, a alegria surge, e as contaminações mentais são abandonadas. É como quando o corpo quando sujo é limpo através do esforço.

E como é que o corpo quando sujo é limpo através do esforço?

Com pó de banho feito a partir de conchas, ervas e água, e com a aplicação do esforço devido.

É assim que o corpo quando sujo é limpo através do esforço.

Da mesma forma, uma mente corrompida é purificada através do esforço.

E como é que uma mente corrompida é purificada através do esforço?

É como quando um discípulo reflete sobre o ensinamento:

'O ensinamento foi bem explicado pelo Buda — é visível no aqui e agora, com efeito imediato, que convida ao exame, que conduz para adiante, para ser experimentado pelos sábios por eles mesmos.'

E conforme ele reflete sobre o ensinamento, a sua mente se torna clara, a alegria surge, e as contaminações são abandonadas.

Alguém assim é chamado: 'Um nobre discípulo que observa o sabá de Brahmā, vivendo com Brahmā. E por pensar em Brahmā a sua mente se torna clara, a alegria surge, e as contaminações da mente são abandonadas.'

É assim que uma mente corrompida é purificada através do esforço.

Uma mente corrompida é purificada através do esforço.

E como é que uma mente corrompida é purificada através do esforço?

É como quando um discípulo reflete sobre a Saṅgha:

'A Sangha dos discípulos do Buda pratica o caminho que é bom, o caminho que é direto, o caminho que é metódico, o caminho que é adequado. Esta consiste de quatro pares de pessoas, os oito tipos de indivíduos. Esta é a Sangha dos discípulos do Buda, merecedora de dádivas, merecedora de hospitalidade, merecedora de doações e oferendas, merecedora de saudações com reverência, um campo inigualável de mérito para o mundo.'

E conforme ele reflete na Saṅgha, a sua mente se torna clara, a alegria surge, e as contaminações mentais são abandonadas. É como quando um pano quando sujo é limpo através do esforço.

E como é que um pano sujo é limpo através do esforço?

Com sal da terra, alvejante, e esterco de vaca, e com a aplicação do esforço devido.

É assim que um pano sujo é limpo através do esforço.

E da mesma forma uma mente corrompida é purificada através do esforço.

E como é que uma mente corrompida é purificada através do esforço?

É como quando um discípulo reflete sobre a Saṅgha:

'A Sangha dos discípulos do Buda pratica o caminho que é bom, o caminho que é direto, o caminho que é metódico, o caminho que é adequado. Esta consiste de quatro pares de pessoas, os oito tipos de indivíduos. Esta é a Sangha dos discípulos do Buda, merecedora de dádivas, merecedora de hospitalidade, merecedora de doações e oferendas, merecedora de saudações com reverência, um campo inigualável de mérito para o mundo'

E conforme ele reflete sobre a Saṅgha, a sua mente se torna clara, a alegria surge, e as contaminações são abandonadas.

Alguém assim é chamado: 'Um nobre discípulo que observa o sabá de Brahmā, vivendo com Brahmā. E por pensar em Brahmā a sua mente se torna clara, a alegria surge, e as contaminações da mente são abandonadas.'

É assim que uma mente corrompida é purificada através do esforço.

Uma mente corrompida é purificada através do esforço.

E como é que uma mente corrompida é purificada através do esforço?

É quando um nobre discípulo reflete sobre sua própria conduta ética, que é ininterrupta, impecável, imaculada e livre de manchas, libertadora, elogiada por pessoas sensatas, não equivocada e que resulta na imersão.

E conforme ele reflete sobre a sua própria conduta, a sua mente se torna clara, a alegria surge, e as contaminações mentais são abandonadas. É como quando o corpo quando sujo é limpo através do esforço.

E como é que um espelho sujo é purificado através do esforço?

Com óleo, cinzas, e um pano enrolado, e com a aplicação do esforço devido.

É assim que um espelho sujo é purificado através do esforço.

Da mesma forma, uma mente corrompida é purificada através do esforço.

E como é que uma mente corrompida é purificada através do esforço?

É quando um nobre discípulo reflete sobre sua própria conduta ética, que é ininterrupta, impecável, imaculada e livre de manchas, libertadora, elogiada por pessoas sensatas, não equivocada e que resulta na imersão.

E conforme ele reflete sobre a sua própria conduta ética, a sua mente se torna clara, a alegria surge, e as contaminações são abandonadas.

Alguém assim é chamado: 'Um nobre discípulo que observa o sabá de Brahmā, vivendo com Brahmā. E por pensar em Brahmā a sua mente se torna clara, a alegria surge, e as contaminações da mente são abandonadas.'

É assim que uma mente corrompida é purificada através do esforço.

Uma mente corrompida é purificada com a aplicação do esforço.

E como é que uma mente corrompida é purificada através do esforço?

É como quando um discípulo reflete sobre os devas:

'Há os devas dos Quatro Grandes Reis, os devas do Trinta e três, os devas de Yama, os devas de Tusita, os devas que se deliciam com a criação, os devas que possuem poderes sobre a criação dos outros, os devas do cortejo de Brahma, e até mesmo devas que estão mais além.

Quando tais seres aqui faleceram lá eles ressurgiram por causa da sua fé. Eu também tenho o mesmo tipo de fé.'

Quando tais seres aqui faleceram lá eles ressurgiram por causa da sua virtude. Eu também tenho o mesmo tipo de virtude.'

Quando tais seres aqui faleceram lá eles ressurgiram por causa do seu aprendizado, generosidade e sabedoria. Eu também tenho o mesmo tipo de aprendizado.'

Quando tais seres aqui faleceram lá eles ressurgiram por causa da sua generosidade. Eu também tenho o mesmo tipo de generosidade.'

Quando tais seres aqui faleceram lá eles ressurgiram por causa da sua sabedoria. Eu também tenho o mesmo tipo de sabedoria.'

E conforme ele reflete sobre a sua própria fé, a sua mente se torna clara, a alegria surge, e as contaminações mentais são abandonadas. É como quando o ouro quando impuro é purificado através do esforço.

E como é que ouro impuro é purificado através do esforço?

Com um forno, chama, um maçarico, tenazes e aplicando o esforço apropriado.

Assim é como que o ouro impuro é purificado através do esforço.

E da mesma forma a mente corrompida é purificada através do esforço.

E como é que uma mente corrompida é purificada através do esforço?

É como quando um discípulo reflete sobre os devas:

'Há os devas dos Quatro Grandes Reis, os devas do Trinta e três, os devas de Yama, os devas de Tusita, os devas que se deliciam com a criação, os devas que possuem poderes sobre a criação dos outros, os devas do cortejo de Brahma, e até mesmo devas que estão mais além.

Quando tais seres aqui faleceram lá eles ressurgiram por causa da sua fé … virtude … aprendizado … generosidade … sabedoria. Eu também tenho o mesmo tipo de fé … virtude … aprendizado … generosidade … sabedoria.'

E conforme ele reflete sobre a sua própria fé … virtude … aprendizado … generosidade … sabedoria, a sua mente se torna clara, a alegria surge, e as contaminações mentais são abandonadas.

Alguém assim é chamado: 'Um nobre discípulo que observa o sabá de Brahmā, vivendo com Brahmā. E por pensar em Brahmā a sua mente se torna clara, a alegria surge, e as contaminações da mente são abandonadas.'

É assim que uma mente corrompida é purificada através do esforço.

Então aquele nobre discípulo reflete:

'Enquanto vivos, aqueles puros e aperfeiçoados deixam de matar seres vivos, eles permanecem assim com a sua vara e arma postas de lado. Eles são cuidadosos e bondosos, e vivem repletos de compaixão por todos os seres.

Eu também, nesse dia e noite deixarei de matar seres vivos, pondo de lado minha vara e arma. Serei cuidadoso e bondoso, e me encontrarei repleto de compaixão por todos os seres.

Eu observarei o sabá fazendo neste caso o mesmo o que fazem aqueles puros e aperfeiçoados.

'Enquanto vivos, aqueles puros e aperfeiçoados deixam tomar para si o que não lhes foi oferecido, recebendo e esperando apenas aquilo que é devidamente oferecido. Eles se mantém puros abandonando o ato de roubar.

Eu também, nesse dia e noite deixarei de tomar aquilo que não me foi oferecido, esperando e recebendo apenas aquilo que foi devidamente oferecido. Eu me manterei puro abandonando o ato de roubar.

Eu observarei o sabá fazendo neste caso o mesmo o que fazem aqueles puros e aperfeiçoados.

'Enquanto vivos, aqueles puros e aperfeiçoados adotam a castidade. Eles se abstém do ato sexual, se distanciam, e evitam a prática do sexo.

'Eu também, nesse dia e noite adotarei a castidade. Eu me absterei do ato sexual, me distanciarei, e evitarei a prática do sexo.

Eu observarei o sabá fazendo neste caso o mesmo o que fazem aqueles puros e aperfeiçoados.

Enquanto vivos, aqueles puros e aperfeiçoados abandonam a mentira. Eles falam o que é verdadeiro e se alinham com a verdade. Eles são honestos e confiáveis, e não enganam o mundo com suas palavras.

Eu também, nesse dia e noite abandonarei a mentira. Eu falarei a verdade e me alinharei com a verdade. Eu serei honesto e confiável, e não enganarei o mundo com minhas palavras.

Eu observarei o sabá fazendo neste caso o mesmo o que fazem aqueles puros e aperfeiçoados.

Enquanto vivos, aqueles aperfeiçoados e puros abandonam o uso de bebidas alcóolicas que causam negligência.

Eu também, nesse dia e noite abandonarei o uso de bebidas alcóolicas que causam negligência.

Eu observarei o sabá fazendo neste caso o mesmo o que fazem aqueles puros e aperfeiçoados.

Enquanto vivos, aqueles aperfeiçoados e puros fazem sua refeição num momento específico do dia, eles abrem mão da refeição noturna e não se alimentam fora do horário apropriado.

Eu também, nesse dia e noite farei minha refeição num momento específico do dia, abrirei mão da refeição noturna e não me alimentarei fora do horário apropriado.

Eu observarei o sabá fazendo neste caso o mesmo o que fazem aqueles puros e aperfeiçoados.

Enquanto vivos, aqueles aperfeiçoados e puros se abstém de dançar, cantar, ouvir música e de ver espetáculos de entretenimento, eles também se abstém de usar ornamentos, usar perfumes e de embelezar o corpo com cosméticos.

Eu também, neste dia e noite, abrirei mão de dançar, cantar, ouvir música e de ver espetáculos de entretenimento, e também de usar ornamentos, usar perfumes e de embelezar o corpo com cosméticos.

Eu observarei o sabá fazendo neste caso o mesmo o que fazem aqueles puros e aperfeiçoados.

Enquanto vivos, aqueles aperfeiçoados e puros se abstém de deitar em leitos elevados e luxuosos. Eles dormem próximos ou no chão, e usam como leito um estrado ou esteira de palha.

Eu também, neste dia e noite me absterei de deitar em leitos elevados e luxuosos. E dormirei próximo ou no chão, e usarei como leito um estrado ou esteira de palha.

Eu observarei o sabá fazendo neste caso o mesmo o que fazem aqueles puros e aperfeiçoados.

Assim é o sabá dos nobres.

Quando o sabá dos nobres é observado desta forma, ele rende muitos frutos, é muito benéfico, esplêndido e abundante.

E como é que ele rende muitos frutos, é muito benéfico, esplêndido e abundante?

Suponha que você fosse governar como o soberano dessas dezesseis grandes regiões - Aṅga, Magadha, Kāsī, Kosala, Vajjī, Malla, Ceti, Vaṅga, Kuru, Pañcāla, Maccha, Sūrusena, Assaka, Avanti, Gandhara e Kamboja - repletas de sete tesouros.

Isso não valeria uma décima sexta parte do sabá com seus oito fatores.

Por qual razão?

Porque a realeza humana nada vale em comparação com a felicidade dos devas.

Cinquenta anos no reino humano equivale a um dia e uma noite entre os devas dos Quatro Grandes Reis.

Trinta de tais dias somam um mês.

E doze de tais meses somam um ano.

O tempo de vida entre os devas dos Quatro Grandes Reis é de quinhentos de tais anos divinos.

É possível que uma mulher ou homem que tenha observado o sabá de oito fatores — com a dissolução do corpo, após a morte — renasça na companhia devas dos Quatro Grandes Reis.

É a isso que me referi quando disse:

A realeza humana nada vale em comparação com a felicidade dos devas.

Cem anos no reino humano equivale a um dia e uma noite para entre os devas dos Trinta e Três.

Trinta de tais dias somam um mês.

E doze de tais meses somam um ano.

O tempo de vida entre os devas dos Trinta e Três é de mil de tais anos divinos.

É possível que uma mulher ou homem que tenha observado o sabá de oito fatores — com a dissolução do corpo, após a morte — renasça na companhia devas dos Trinta e Três.

É a isso que me referi quando disse:

A realeza humana nada vale em comparação com a felicidade dos devas.

Duzentos anos no reino humano equivale a um dia e uma noite entre os devas de Yama.

Trinta de tais dias somam um mês.

E doze de tais meses somam um ano.

O tempo de vida entre os devas de Yama é de dois mil de tais anos divinos.

É possível que uma mulher ou homem que tenha observado o sabá de oito fatores — com a dissolução do corpo, após a morte — renasça na companhia devas de Yama.

É a isso que me referi quando disse:

'A realeza humana nada vale em comparação com a felicidade dos devas.'

Quinhentos anos no reino humano equivale a um dia e uma noite entre os devas alegres de Tusita.

Trinta de tais dias somam um mês.

E doze de tais meses somam um ano.

O tempo de vida entre os devas alegres de Tusita é de quatro mil de tais anos divinos.

É possível que uma mulher ou homem que tenha observado o sabá de oito fatores — com a dissolução do corpo, após a morte — renasça na companhia devas alegres de Tusita.

É a isso que me referi quando disse:

'A realeza humana nada vale em comparação com a felicidade dos devas.'

Oitocentos anos no reino humano equivale a um dia e uma noite entre os devas criativos de Nimmanarati.

Trinta de tais dias somam um mês.

E doze de tais meses somam um ano.

O tempo de vida entre os devas criativos de Nmmānaratī é de oito mil de tais anos divinos.

É possível que uma mulher ou homem que tenha observado o sabá de oito fatores — com a dissolução do corpo, após a morte — renasça na companhia devas criativos de Nimmānaratī.

É a isso que me referi quando disse:

'A realeza humana nada vale em comparação com a felicidade dos devas.'

Mil e seiscentos anos no reino humano equivale a um dia e uma noite entre os devas que controlam aquilo já criado de Paranimmita-Vasavatti.

Trinta de tais dias somam um mês.

E doze de tais meses somam um ano.

O tempo de vida entre os devas que controlam aquilo já criado de Paranimmita-Vasavatti é de dezesseceis mil de tais anos divinos.

É possível que uma mulher ou homem que tenha observado o sabá de oito fatores — com a dissolução do corpo, após a morte — renasça na companhia devas devas que controlam aquilo já criado de Paranimmita-Vasavatti.

É a isso que me referi quando disse:

'A realeza humana nada vale em comparação com a felicidade dos devas.'

Você não deve matar seres vivos ou roubar

nem mentir, ou ingerir álcool.

Seja celibatário, abstendo-se do sexo,

e não coma à noite, em horários inapropriados.

Abra mão de guirlandas e perfumes,

durma em uma cama baixa ou sobre uma esteira no chão.

Assim é o sabá de oito fatores, eles dizem,

explicado pelo Buda, aquele que alcançou o fim do sofrimento.

A lua e o sol são fáceis de se ver

iluminando por onde passam.

Estes, brilhando no céu, iluminam os quatro cantos,

dissipando as trevas enquanto atravessam o firmamento.

Toda a riqueza que é encontrada aqui —

pérolas, pedras preciosas, e também esmeraldas,

peças ou montanhas de ouro,

ou ouro natural desenterrados pelas marmotas —

tais tesouros não valem a décima sexta parte

do que vale o sabá de oito fatores,

da mesma forma que a luz de todas as constelações não se iguala ao brilho da lua.

Então, uma mulher ou homem virtuoso

que observa o sabá de oito fatores,

tendo realizado méritos que resultam em felicidade,

imaculados, eles terão um reino divino como destino.”

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