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Traduções [20]

Os Discípulos de Vários Sectários

Saṃyutta Nikāya 2

3. Vários Sectários

30. Os Discípulos de Vários Sectários

Assim ouvi.

Certa ocasião o Buda estava perto de Rajagaha, no Bambual, no Santuário dos Esquilos.

Então, quando a noite estava bem avançada, vários devas gloriosos iluminaram todo o Bambual. Eles eram Asama, Sahali, Ninka, Akotaka, Vetambari e Manavagamiya, e todos eles eram discípulos de vários professores sectários. Eles foram até ao Buda, o cumprimentaram, e ficaram parados a um lado.

Em pé e parado a um lado, o deva Asama recitou esses versos sobre Purana Kassapa na presença do Buda:

“Em ferir e matar aqui,

em espancamento e extorsão,

Kassapa não viu o mal

nem qualquer mérito para si mesmo.

O que ele ensinou deve ser realmente confiado,

ele é digno de estima como Professor.”

Então o deva Sahali recitou esses versos sobre Makkhali Gosala na presença do Buda:

“Através da mortificação na repugnância do mal ele se tornou contido.

Ele abriu mão de discutir com as pessoas.

Evitando o discurso falso, ele falou a verdade.

Certamente tal homem não erra!”

Então o deva Ninka recitou esses versos sobre Nigantha Nataputta na presença do Buda:

“Com repugnância pelo mal, um bhikkhu vigilante,

bem contido nas quatro contenções;

explicando o que é visto e ouvido:

certamente ele não pode ser um pecador!”

Então o deva Akotaka recitou esses versos sobre vários mestres sectários na presença do Buda:

“Pakudhaka, Katiyana e Nigantha,

assim como esses Makkhali e Purana:

Mestres com seus séquitos, contemplativos realizados,

certamente eles não estavam longe de serem tidos como homens verdadeiramente bons!”

Então o deva Vetambari respondeu ao deva Akotaka em versos:

“Embora o miserável chacal não deixe de uivar,

ele não chega ao nível do leão.

O mentiroso nu de conduta suspeita,

embora tenha um séquito, ele está longe de ser tido como um dos homens verdadeiramente bons!”

Então o deva Vetambari, possuído por Mara, o Perverso, recitou esses versos na presença do Buda:

“Aqueles dedicados à mortificação na repugnância do mal,

salvaguardando a sua separação,

apegados à forma,

se regozijam no reino celestial.

De fato, esses mortais dão instruções corretas

em relação ao próximo mundo.”

Então o Buda, sabendo que se tratava de Mara, o Perverso, lhe respondeu em versos:

“Quaisquer formas que existam neste mundo ou no outro,

e aquelas de beleza brilhante no céu,

todas elas você exalta, Namuci,

como isca jogada fisga a um peixe.”

Então o deva Manavagamiya recitou esses versos sobre o Buda na sua presença:

“De todas as montanhas de Rajagaha,

Vipula é considerada a mais superior.

Seta é o melhor dos picos dos Himalaias

e o sol, o melhor dos corpos celestes.

O oceano é o melhor dos mares

e a lua, a melhor das luzes que brilham de noite.

Mas em todo o mundo com os seus devas,

o Buda é declarado como o supremo.”

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